hutyte ([info]hutyte) wrote,

Continuação do 4º Capítulo

Esse pensamento pareceu alegrá-lo tremendamente.

"Todas essas pessoas sabem como te encontrar? Como te mandar coisas?" perguntou Harry, que não podia deixar de pensar em como os Comensais da Morte ainda não haviam encontrado Slughorn com tantos cestos de doces, ingressos de Quadribol, e visitantes pedindo seus conselhos e opiniões.

O sorriso sumiu do rosto de Slughorn tão rapidamente quanto o sangue das suas paredes.

"É claro que não," ele disse, olhando com desprezo para Harry. "Eu estive sem contato com ninguém por um ano."

Harry teve a impressão que as palavras chocaram até mesmo Slughornf; ele parecia bem inseguro por um momento, e então ele abaixou os ombros.

"Mesmo assim... bruxos prudentes tem que manter-se de cabeça baixa às vezes. É muito legal do Dumbledore chamar, mas assumir um posto em Hogwarts agora seria igual a declarar publicamente que eu tenho alianças com a Ordem da Fênix! E enquanto eu tenho certeza que eles são bem admiráveis e bravos e todo o resto, eu não consigo imaginar a taxa de mortalidade -"

"Você não tem que se juntar à Ordem para ser professor em Hogwarts," disse Harry, que não conseguia esconder um tom de ridículo na sua voz: era difícil se simpatizar com a existência mimada de Slughorn quando ele se lembrava de Sirius, agachado em uma caverna e vivendo com ratos. "A maioria dos professores não está nela, e nenhum deles jamais foi assassinado - bem, a menos que você conte o Quirrell, mas ele recebeu o que ele merecia por se aliar a Voldemort."

Harry tinha certeza que Slughorn seria um daqueles bruxos que não agüentavam ouvir o nome de Voldemort em voz alta, e não se desapontou: Slughorn tremeu e deu um grito em protesto, o que Harry ignorou.

"Eu reconheço que os funcionários estão mais seguros que a maioria das pessoas enquanto Dumbledore for o diretor; ele parece ser o único que Voldemort jamais temeu, não é"? Harry continuou.

"Bem, sim, é verdade que Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado nunca travou uma luta com Dumbledore," ele murmurou de má vontade. "E eu suponho que alguém possa argumentar que como eu não me juntei aos Comensais da Morte, Ele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado pode dificilmente contar comigo como amigo... Nesse caso, eu devo estar mais a salvo perto de Alvo. Eu não posso fingir que a morte de Amelia Bones não balançou comigo. Se ela, com todo o contato com o Ministério e proteção."

Dumbledore entrou na sala e Slughorn pulou como se ele tivesse esquecido que ele estava em casa.

"Oh, aí está você, Alvo," lê disse. "Você demorou muito. Dor de estômago?"

"Não, eu estava só lendo algumas revistas de Trouxas," disse Dumbledore. "Eu adoro amostras de tricô. Bem, Harry, nós já abusamos da hospitalidade de Horácio; eu acho que nós devemos ir embora."

Sem nenhuma relutância em obedecer, Harry se pôs de pé. Slughorn surpreendeu-se com a ofensa.

"Você está saindo?"

"Sim, certamente. Eu reconheço uma causa perdida quando eu vejo uma."

"Perdida...?"

Slughorn parecia agitado. Ele brincou com seus dedos gordos enquanto ele via Dumbledore apertar seu casaco de viajem, e Harry fechar sua jaqueta.

"Bem, Eu sinto muito que você não queira o trabalho, Horácio." Disse Dumbledore, usando seu braço machucado para dar uma última despedida. "Hogwarts estaria feliz em ver você de volta novamente. Nossa grande segurança não obstante, você sempre será bem vindo para visitas, se você quiser."

"Sim... bem... Muito gentil ... Como e digo ..."

"Adeus então."

"Tchau," disse Harry.

Eles estavam na porta da frente quando houve um grito alto bem atrás deles.

"Tudo bem, tudo bem, eu aceito!"

Dumbledore para ver Slughorn se ar na porta da sala se estar.

"Você vai sair do seu esconderijo?"

"Sim, sim," disse Slughorn impaciente. "Eu devo estar louco, mas sim."

"Maravilhoso," disse Dumbledore, radiante. "Então, Horácio, nós nos veremos no dia primeiro de Setembro."

"Sim, eu suponho que nos veremos," grunhiu Slughorn.

Assim que eles saíram do jardim, a voz de Slughorn veio atrás deles, "Eu vou querer um aumento, Dumbledore!"

Dumbledore riu. O portão do jardim se fechou atrás deles, assim que eles saíram para a rua pelas sombras e redemoinhos.

"Muito bem, Harry," disse Dumbledore.

"Eu não fiz nada," disse Harry surpreso.

"Oh sim você fez. Você mostrou a Horácio exatamente o que ele tem a ganhar para voltar para Hogwarts. Você gosta dele?"

"Er..."

Harry não tinha certeza se ele gostava de Slughorn ou não. Ele achava que ele tinha sido agradecido de sua forma, mas ele também parecia convencido e, mesmo ele tendo dito o contrário, muito surpreso de que um sangue-ruim pudesse ser um bruxo exemplar.

"Horácio," disse Dumbledore, tirando de Harry a responsabilidade de Harry de dizer qualquer uma dessas, "Gosta do seu conforto. Ele também gosta da companhia dos famosos, aqueles que se deram bem, e os poderosos. Ele gosta do sentimento que ele influencia essas pessoas. Ele nunca quis ocupar o trono ele mesmo; ele prefere o banco de trás - mais espaço para se divulgar, você vê. Ele costumava escolher os seus preferidos em Hogwarts, alguns pela ambição de seus cérebros, às vezes por seu charme ou talento, ele tinha um gosto especial por aqueles que se tornariam destaques em seus vários campos. Horácio formava um tipo de clube de seus favoritos com ele mesmo no centro, fazendo apresentações, realizando contatos úteis entre membros, e sempre colhendo algum tipo de benefício em troca, seja uma caixa de graça de seu abacaxi cristalizado favorito ou a chance de recomendar o próximo membro júnior do Departamento de Ligação de Duendes."

Harry teve uma rápida e vívida imagem de uma enorme aranha, fazendo uma teia em volta de si, fazendo uma troca aqui e ali para trazer seus fios um pouco mais pertos um do outro.

"Eu te digo isso," Dumbledore continuou, "para não se voltar contra Horácio - ou, como nós o devemos chamar agora, Professor Slughorn - mas se colocar na sua própria defesa. Ele vai sem dúvidas tentar colecionar você, Harry. Você seria jóia da sua coleção; 'o Garoto Que Sobreviveu'... ou, como eles dizem agora, 'o Escolhido'."

Com essas palavras, um arrepio que nada tinha a ver com aquela névoa caiu sob Harry. Ele se lembrou de palavras que ele havia ouvido algumas semanas atrás, palavras que tinham em terrível e peculiar sentido para ele: Um não pode viver enquanto o outro sobrevive...

Dumbledore parou de caminhar, perto da Igreja onde eles passaram mais cedo.

"Isso vai ser suficiente, Harry. Se você puder segurar no meu braço."

Segurando forte dessa vez, Harry estava pronto para Aparatar, mas ainda assim a achou desconfortável. Quando a pressão cessou e ele se viu capaz de respirar novamente, ele estava em uma alameda rural ao lado de Dumbledore e olhando adiante para a silhueta torta do seu segundo lugar favorito no mundo: a Toca. Ao contrário do espírito de medo que o havia pegado antes, ele não conseguia deixar de se sentir feliz com essa visão. Rony estava aqui. e também a Sra. Weasley, que cozinhava melhor que qualquer outra pessoa que ele conhecesse.

"Se você não se importar, Harry," disse Dumbledore, enquanto eles passaram pelo portão, "Eu gostaria de dar uma palavrinha com você antes de partir. Em particular. Aqui, talvez?".

Dumbledore apontou uma um lugar em estado precário onde os Wealeys costumavam guardar suas vassouras. Um pouco confuso, Harry seguiu Dumbledore pela porta rangida até um espaço menor que um guarda-roupas. Dumbledore iluminou a ponta de sua varinha, para que esta ficasse parecendo uma tocha, e sorriu para Harry.

"I Espero que você me desculpe por falar isso, Harry, mas eu estou bem satisfeito e orgulhoso do modo como você parece estar lidando após tudo que aconteceu no Ministério. Me permita dizer que eu creio que Sirius estaria orgulhoso de você."

Harry engoliu em seco; sua voz parecia ter sido levada com ele. Ele não achava que seria capaz se falar sobre Sirius; já tinha sido doloroso demais ouvir seu tio Valter dizer "O padrinho dele morreu?" e ainda pior ouvir o nome de Sirius dito casualmente por Slughorn.

"Foi cruel," disse Dumbledore com a voz doce, "que você e Sirius tenham tido um tempo tão curto juntos. Um fim brutal para o que deveria ter sido uma convivência longa e feliz.".

Harry concordou com a cabeça, seus olhos fixos na aranha no chapéu de Dumbledore. Ele poderia dizer que Dumbledore entendia, ele poderia até suspeitar disso até sua carta chegar, Harry tinha gastado praticamente todo o seu tempo na casa dos Dursley, jogado na sua cama, recusando comida e olhando para a janela embaçada, cheio que névoa que eu aposto que ele associava com os Dementadores.

"É tão difícil," Harry disse finalmente, em voz baixa, "ter certeza que ele nunca mais vai escrever para mim."

Seus olhos arderam de repente e ele piscou. Ele se sentiu idiota por admitir isso, mas o fato dele ter alguém fora de Hogwarts que se importasse com o que acontecia com ele, quase um parente, foi uma das melhores coisas de descobrir o seu padrinho. E agora as corujas de correio nunca mais iriam lhe trazer aquele reconfortamento.

"Sirius representou para você muito do que você nunca havia tido antes," disse Dumbledore gentilmente. "Naturalmente, sua perda será devastadora."

"Mas enquanto eu estava nos Dursleys..." interrompeu Harry, sua voz ficando mais forte, "Eu percebi que eu não posso me abater - ou desistir. Sirius não iria querer isso para mim, iria? E de qualquer forma, a vide é muito curta. Olhe para a Madame Bones, olhe para Emmeline Vance. Eu poderia ser o próximo, não poderia? Mas se for," ele disse violentamente, "Eu vou me assegurar de que eu leve quantos Comensais da Morte comigo quanto eu puder e, se for possível, Voldemort também."

"Falou ao mesmo tempo como filho de seus pais e afilhado de Sirius!" disse Dumbledore, com um tapinha de aprovação nas costas de Harry. "Eu tiro o meu chapéu para você - eu tiraria, se eu temesse lhe mostrar algumas aranhas."

"E agora, Harry, um acontecimento mais recente... Eu creio que você tenha lido o Profeta Diário nas duas últimas semanas?"

"Sim," disse Harry, e seu coração bateu um pouco mais rápido.

"Então você deve ter visto que não haviam tantas notas e comentários sobre Você na Sala da profecia?"

"Sim," disse Harry novamente. "E agora todos sabem que eu sou o Escolhido -"

"Não, eles não sabem," interrompeu Dumbledore. "Só existem duas pessoas em todo esse mundo que sabem do total conteúdo daquela profecia relacionando você e Lord Voldemort, e as duas estão aqui nesse armário fedorento e cheio de aranhas. É verdade, porém, que mito já adivinharam, corretamente, que Voldemort mandou seus Comensais para roubar uma profecia, e essa profecia fala de Você.

"Agora, eu devo estar certo em dizer que você não contou para ninguém o conteúdo da profecia, contou?"

"Não," disse Harry."

"Uma sábia decisão, no fim," disse Dumbledore. "Embora eu ache que você deva relaxar com os seus amigos, Mr. Ronald Weasley e Miss Hermione Granger. Sim," ele continuou, quando Harry olhou para ele assustado, "Eu acho que ele devem saber. Você seria injusto se não confidenciasse algo importante com eles."

"Eu não queria -"

"- assustá-los ou preocupá-los?" disse Dumbledore, vislumbrando Harry pelo topo de seus óculos de meia-lua. "Ou talvez, confessar que você está assustado e preocupado? Você precisa de seus amigos, Harry. Como você mesmo disse, Sirius não iria querer que você se abatesse."

Harry não disse nada, mas Dumbledore não aprecia pedir uma resposta. Ele continuou, "Falando se outro assunto, eu gostaria que você tivesse algumas lições particulares comigo esse ano."

"Particulares - com você?" disse Harry, surpreso com o seu silêncio preocupado.

"Sim, eu acho que é hora de investir mais na sua educação."

"O que você vai me ensinar, senhor?"

"Oh, um pouco disso, um pouco daquilo," disse Dumbledore vagamente.

Harry esperou esperançoso, mas Dumbledore não continuou, então ele perguntou outra coisa que o vinha perturbando bastante.

"Se eu vou ter aulas com você, então eu não vou precisar das aulas de Oclumência com Snape, vou?"

''Professor Snape, Harry - e não, você não vai."

"Bem," disse Harry, aliviado, "porque elas eram um pouco -"

Ele parou, tomando cuidado para não dizer o que ele realmente pensava.

"Eu acho que a palavra 'fiasco' se encaixaria bem aqui," disse Dumbledore, concordando.

Harry riu.

"Bem, isso quer dizer que eu não devo ver tanto o Professor Snape agora," ele disse, "porque ele não vai me deixar ter Poções se eu tirar "Excepcional" no meu NOM, o que eu sei que eu não tirei."

"Não conte nas suas corujas antes delas serem entregues," disse Dumbledore gravemente. "O que agora, eu acho, eu estou um pouco atrasado. Agora, mais duas coisas Harry, antes de partirmos.".

"Primeiramente, eu gostaria que de agora em diante você levasse sempre a sua Capa Invisível com você. Mesmo dentro de Hogwarts. Só no caso de, você me entende?"

Harry confirmou.

"E por fim, enquanto você fica aqui, a Toca recebeu a maior segurança que o Ministério da Magia pode oferecer. Essas mudanças causaram um pouco de inconveniência para Arthur e Molly - todos os seus cargos, por enquanto, estão sendo vigiados no Ministério. Eles não se sentem desprezados, para eles o maior objetivo é a sua segurança. Mesmo assim, seria injusto você se meter em confusão enquanto está aqui com eles."

"Eu entendo," disse Harry rapidamente.

"Muito bem, então," disse Dumbledore, segurando a porta do lugar aberta para o jardim. "Eu vejo uma luz na cozinha. Não vamos privar mais a Molly de implicar com o quão magro você está."

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